Sentada na areia, tomando uma água de côco, conversava com o seu
Manoel (vendedor de côco) sobre o dia-a-dia dos moradores da praia
do Cumbuco. Timidamente, seu Françuar chega. Pede um côco e começa
a prosear. Melhor, começa a impressionar.
Repentista, apresenta seu trabalho, um punhado de livretos sobre
assuntos do cotidiano. E para quem duvida do seu talento, o artista
não deixa a desejar. Em cinco minutos, improvisa vários
versos com os ali presentes.
Hoje um senhor, conta que começou esse trabalho aos 18 anos.
Recentemente, esteve nos lençóis maranhenses, antes, passou por
Limoeiro do Norte, interior do Ceará. Incentivo? UFC e UECE
apostam alto. Quando se tem o dom, não é preciso procurar, as
pessoas chegam até você. “Graças a Deus, sempre têm me
chamado para apresentar meu trabalho”, orgulha-se.
Não satisfeito, vaga pela beira da praia do Cumbuco, lugar onde
reside, buscando sua arte divulgar. Só tem gringo e o inglês não
sabe falar. Mas e daí? O mais difícil já fez, sem saber escrever e
nem ler, conseguiu alguém para seu trabalho pro papel passar.
Muito bem seu Françuar!
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